domingo, 20 de fevereiro de 2011

MITOLOGIA CERROCORAENSE

   Desde os primeiros tempos, o extraordinário oculpa um Lugar especial em nossa cultura. Basta relembrar as lendas que habitaram  a imaginação do povo Cerrocoraense!... Repletas de sensacionalismo e moralidade eram tão fascinantes que não deixavam espaço para o indiferentismo : Encantavam ou Assobravam !...
   Como Antigamente não existia televisão , as pessoas ocupavam significativa parte do tempo contando Histórias ... Energia elétrica em Cerro Corá só depois de 1934, graças a um gerador movido a carvão que em dada hora da noite sinalizava um famoso " APAGÃO " . Antes disso, e mesmo depois em diversos sitios, a iluminação doméstica se fazia a base de gás: Fogo de lampiões ou de pequenas lamparinas. 
   Muitas dessas Histórias, contadas e ouvidas a Luz de candeeiro, eram acreditadas como veridicas pelos os nossos ancestrais. Algumas se perderam nas eras passadas ou chegaram até nós com naturais mutações. Mas fato é que permaneceram vivas ! E em virtude da fecunda imaginção popular são tantas que seria impossivel enumerá-las !...
   Quem não lembra uma historia de alma penada que apareceu a sicrano ou a beltrano, nesses ermos da serra, pedindo oração? Os fantasmas de Cerro Corá não arrastavam correntes, pediam missas!... O povo acreditava que em um ou outro lugar da povoação eram mal-assobrados. Muitos
imbuzeiros do sertão pegaram essa fama. Alguns cassarões antigos abandonados, também. E "deusulive" ( Deus o Livre...) de passar ali que é canto "malassombrada"... 
   Mas o que dizer das famosas botijas encantadas?... De todos os mitos este é bastante acreditado!
Refere-se aos avarentos de outros tempos, escondiam suas riquezas enterrados em potes de argila. E sabe-se que realmente esta era uma pratica comum na região, pois não aviam bancos. Mas contam que se acontecesse de alguma pessoa falecer sem desenterrar o tesouro, sua alma ficaria vagando pelo o mundo até incumbir alguém de se fazer por si o resgate da fortuna. Os agraciados com tal missão ficariam ricos, e a alma livres das penas eternas.
   Figura muito temida e assustadora era também o velho lobisomem. Antigamente havia quem jurasse por Deus ter visto ou ouvido um desses seres uivando pelos os tabuleiros de Barro vermelho, Caraúbas, Cerro Corá. Os lobisomens apareciam em noites de lua cheia nas fazendas ou fora de hora pela vila. Dizem que o infeliz amaldiçoado por tão triste sina procurava o lugar onde os bichos se espojavam nos currais para ali dar inicio ao seu ritual de transformação. Porém, em Cerro Corá, mas popular que o lobisomem era a Fulôzinha. A palavra é corruptela de "Florzinha", um apelidio carinhoso para a Caipora, porque "dizer seu verdadeiro nome traz mal azar"...
   Um dos mitos mais clássicos de Cerro Corá foi, ou talvez continue sendo, o da enorme Jibóia, que segundo a lenda vive nas águas do açude Eloy de Souza. Contam que uma jovem ainda solteira engravidou e, sem que niguém soubesse disto, deu a Luz do seu filho na beira do açude. Não querendo assumir perante o povo do vilarejo a maternidade desta criança, essa pervessa mãe lançou a inocente no fundo das águas para matá-la afogada. A criança não fora batizada, e muito menos receberá o nome. Como sinal de castigo dos céus, o pequeno pagão foi transformado em Jibóia e passou a habitar o fundo das aguas do Açude Eloy de Souza. Diz o povo que a jibóia sai muitas vezes, tarde da noite, ou de madrugada, para tomar ares no cruzeiro da cidade. E de tão grande que é, enquanto chega a pedra mai alta do nosso Cruzeiro, tem ainda a cauda dentro das águas do Açude. Os mais velhos contavam que em uma ocasião de grande seca, quando não houvesse mais água no açude, a jibóia sairia em busca da Igreja Matriz. Lá encontraria a desnaturada mãe, cuja a alma estaria pedindo perdão a Deus pelo crime Cometido. A mulher amamentaria a Jibóia, que se tranformaria novamente em criança, quebrando a maldição do encatamento. Isto deveira acontecer na presença de muitos, para testemunhar a Ira de Deus em vista dos Pecados cometidos contra inocentes. 


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